De acordo com os resultados do Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador (I.C.S.I.E.) referente ao 2.º trimestre de 2018, a duração média mensal da carteira de encomendas detida pelas empresas inquiridas foi de 3,1 meses, mantendo-se igual à registada no 1.º trimestre de 2018.

A carteira de encomendas detida pelos sectores de “Produtos Farmacêuticos”, “Outros Sectores”, “Vestuário e Confecções” e “Equipamentos Electrónicos/Eléctricos” foi de 4,5, 3,3, 3,1 e 1,6 meses, respectivamente.

No que diz respeito aos mercados de destino das exportações, da análise ao índice geral da situação de encomendas trimestral por mercados, as empresas inquiridas consideraram, em geral, que o Interior da China e outros países da região Ásia-Pacífico (excluindo o Interior da China, Hong Kong e o Japão) são os mercados de destino com performance relativamente melhor, apresentando um índice de 25,3% e 18,2%, respectivamente.

Relativamente às perspectivas de exportações para os próximos seis meses, as empresas inquiridas que antecipam uma perspectiva optimista diminuíram para 3,5% neste trimestre, representando uma redução de 9,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior (13,1%) e uma redução de 8,9 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado (12,4%). Destas referidas, 2,5% previram uma subida acentuada, enquanto 1% anteviram uma subida ligeira. As empresas que antecipam uma evolução menos favorável foram de 38,9%, mais 34,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e mais 33,9 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado. De entre estas, 29,5% apontaram para um ligeiro decréscimo e 9,4% para um forte declínio. As empresas que prevêem uma situação semelhante reduziram, de 81,5% no trimestre anterior para 57,6% neste trimestre, o que equivaleu a um declínio de 23,9 pontos percentuais. Tudo isso reflectiu que o actual desempenho da recuperação da economia mundial não foi satisfatório, as empresas inquiridas apresentaram uma atitude de incerteza em relação às perspectivas futuras de exportações, por serem afectadas pela atmosfera do conflito comercial entre China e Estados Unidos.

No tocante ao mercado de emprego, o número de trabalhadores da indústria transformadora para exportação registou um aumento ligeiro de 0,8% em comparação com o trimestre anterior, mas registou uma redução ligeira de 0,9% em comparação com o período homólogo do ano passado. Por outro lado, 51,1% das empresas inquiridas afirmaram ter enfrentado a situação da insuficiência de trabalhadores, sendo esta percentagem inferior aos 64,2% e 61,4% verificados no trimestre anterior e no igual período do ano passado. Além disso, 90,1% das empresas inquiridas do sector de “Produtos farmacêuticos” manifestaram uma notável procura em matéria de trabalhadores, o que significou uma grande procura de mão-de-obra neste sector.

Com base nos resultados do Inquérito, de entre os problemas que afectam as actividades de exportação, 24,1% das empresas exportadoras consideraram a “Preços Elevados das Matérias-Primas” como o maior problema que estavam a encarar, enquanto 12,3% apontaram para “Insuficiente Volume de Encomendas”, 5,2% para “Insuficiência de Trabalhadores” e 3,9% para “Preços Mais Competitivos Praticados no Estrangeiro”.

Quanto às perspectivas para os próximos três meses, 19,4% das empresas inquiridas preocupam-se principalmente com “Preços Elevados das Matérias-Primas”, seguindo-se “Insuficiente Volume de Encomendas” (12,7%), “Preços Mais Competitivos Praticados no Estrangeiro” (6,9%) e “Insuficiência de Trabalhadores” (6,5%).