De acordo com o Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador (I.C.S.I.E.) referente ao 3.º trimestre de 2018, a duração média mensal da carteira de encomendas detida pelas empresas inquiridas foi de 2,7 meses, inferiores aos 3,1 meses registados no 2.º trimestre de 2018.

A carteira de encomendas detida pelos sectores de “Produtos Farmacêuticos”, “Vestuário e Confecções”, “Outros Sectores” e “Equipamentos Electrónicos/Eléctricos” foi de 4,4, 2,8, 2,6 e 1,6 meses, respectivamente.

No que respeita aos mercados de destino das exportações, da análise ao “Índice geral da situação de encomendas trimestral por mercados”, as empresas inquiridas consideraram, em geral, que o Interior da China e outros países da região Ásia-Pacífico (excluindo o Interior da China, Hong Kong e o Japão) eram os mercados de destino com performance relativamente melhor, apresentando um índice de 25,3% e 18,3%, respectivamente.

No que concerne às perspectivas de exportações para os próximos seis meses, as empresas inquiridas que antecipam uma perspectiva optimista subiram para 8,5% neste trimestre, correspondendo a um aumento de 5 pontos percentuais face ao trimestre anterior (3,5%) e a um ligeiro acréscimo de 3 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado (5,5%). Destas referidas, 7,2% previram um aumento acentuado e 1,3% anteviram um aumento ligeiro. As empresas que antecipam uma evolução menos favorável foram de 33,3%, diminuindo 5,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, porém, subindo 20,1 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado. De entre estas, 29,0% apontaram para um ligeiro decréscimo e 4,3% para um forte declínio. As empresas que prevêem uma situação semelhante subiram ligeiramente de 57,6% no trimestre anterior para 58,2% neste trimestre, o que equivaleu a um ligeiro acréscimo de 0,6 pontos percentuais. Tudo isso reflectiu que os empresários industriais inquiridos estão a ser afectados pela situação incerta resultante da continuação do conflito comercial entre a China e os EUA, por isso, tomam uma atitude expectante face às perspectivas de comércio.

No tocante ao mercado de emprego, o número de trabalhadores da indústria transformadora para exportação registou uma descida de 7,4% quando comparado com o trimestre anterior e uma descida de 8,1% em comparação com o período homólogo do ano passado. Por outro lado, 56,4% das empresas inquiridas afirmaram ter enfrentado a situação da insuficiência de trabalhadores, sendo esta percentagem superior aos 51,1% verificados no trimestre anterior e aos 45,9% no idêntico período do ano passado. Além disso, 92,4% das empresas inquiridas do sector de “Vestuário e Confecções” manifestaram uma notável procura em termos de trabalhadores, o que significou uma grande procura de mão-de-obra neste sector.

De acordo com os resultados do Inquérito, de entre os problemas que afectam as actividades de exportação, 13,2% das empresas exportadoras consideraram o “Insuficiente Volume de Encomendas” como o maior problema que estavam a encarar, enquanto 5,4% apontaram para “Insuficiência de Trabalhadores”, 4,0% para “Preços Mais Competitivos Praticados no Estrangeiro” e 0,1% para “Preços Elevados das Matérias-Primas”.

Quanto às perspectivas para os próximos três meses, as empresas inquiridas preocupam-se principalmente com “Preços Elevados das Matérias-Primas” (representando 20,5% destas referidas), seguindo-se os “Preços Mais Competitivos Praticados no Estrangeiro” (20,3%), “Insuficiente Volume de Encomendas” (11,8%) e “Insuficiência de Trabalhadores” (7,4%).